2/7/2009
Gestão eficiente de Hardware e Software
Quantos gerentes não se confrontaram com as seguintes questões: Quantos PCs a empresa possui? Qual o numero de notebooks que temos na companhia? Quantas cópias de determinado software estão instaladas? Temos os requisitos de hardware e software para implementação de um novo sistema? A verdade é que hoje, muitas corporações têm dificuldade em responder tais perguntas e, acredite, muitas sequer tem as respostas, pois o grande desafio que falamos aqui é de uma Gestão eficiente de Hardware e Software.
E nem estamos falando de contar com uma CMDB (Configuration Management Database), como recomendação ITIL (Biblioteca de Infraestrutura de Tecnologia da Informação). Isso seria o melhor, sem dúvida. Mas estamos falando em questões simples, onde basta o fundamental: possuir um Inventário de Ativos de Tecnologia da Informação.
Eu poderia citar milhares de motivos que demonstrem claramente a sua necessidade, seja qual for o tamanho da companhia em que atua, mas lembremos de algumas que são essenciais. A Auditoria de Software e o conhecimento do ambiente para suporte, por exemplo, são ativos valiosíssimos de uma organização e precisam, acima de tudo, serem controlados.
O progresso frequente da tecnologia, assim como a demanda por essa evolução contínua da TI faz crescer cada vez mais o investimento no setor. Mas os investimentos são efetuados de acordo com o cenário atual? Cada novo item é registrado e controlado? Temos o conhecimento eficaz do chamado "ciclo de vida" de cada equipamento?
É comum o processo de inventário de Hardware e Software vir acompanhado de muitas surpresas como reservas e salas fechadas com equipamentos inutilizados e, em alguns casos, com sistemas caros e ainda passíveis de uso. As sucatas crescem sem controle, as cópias ilegais de software causam, ou podem vir a causar, multas exorbitantes à corporação. E mais, os notebooks guardados sem controle em armários podem trazer grandes prejuízos para as companhias, que não levam em conta a possível violação pelo próprio ambiente corporativo.
Mas por onde começar essa Gestão de Ativos de TI? Eu estaria menosprezando algo muito melhor e com maior retorno se dissesse que a aquisição de um software de inventário resolveria tudo. O processo de controle precisa sim, ser competente. Um software de inventário é uma ferramenta que, aliada a um processo bem montado, torna-se eficiente.
Um bom exemplo nas falhas inconscientes pode ser ilustrado através da identificação das máquinas: muitas empresas têm o costume de identificar seus equipamentos na rede com o nome do usuário, departamento ou localidade que se encontra. Esse hábito, além de não ser prático, porque faz com que o equipamento tenha diversas identidades no decorrer de seu ciclo de vida, traz também uma vulnerabilidade desnecessária ao ambiente.
Qual a vulnerabilidade de uma estação de trabalho denominada "PRESIDENCIA01" no ambiente de rede em relação às demais? Quanto ao item identificação, insisto no gerenciamento do ciclo de vida do equipamento. Um único nome deve ser usado durante todo esse ciclo, pelo menos como identificação da TI, seja o número de ativo, número de série ou identificação interna, o que importa é a identificação única durante seu ciclo de vida.
Na maioria dos casos, é necessária sim uma ação inicial com visitação técnica feita de máquina em máquina, para identificação, coleta e verificação de periféricos, o que, sem dúvida, é um esforço muito grande. Mas os resultados justificam o esforço aplicado quando você alia essa tarefa com processos de mudança e remanejamento bem planejados, com ferramentas que permitam a coleta automatizada de forma a manter essa base de dados atualizada, permitindo a resposta imediata a todas as questões feitas aqui inicialmente.
Posteriormente, é possível gerar outras oportunidades como analisar o software instalado e fazer seu remanejamento de forma inteligente, principalmente se for adotada uma ferramenta com Software Meetering, recurso que permite monitorar o uso das aplicações no ambiente corporativo.
Será que todos os usuários da empresa utilizam o Pacote Office completo? Será que um bom percentual poderia ser substituído por viewers ou por outro software que não represente custo desnecessário de licença? E como estamos levando em conta a questão financeira? Pense nos investimentos que podem ser realizados identificando se a infraestrutura atual é compatível ou não naquele momento e se ela permite a análise do que precisa ser gasto para que se torne compatível.
Acredito que muitos não tenham dúvidas sobre a importância da Gestão de Ativos de TI. Saber o que são, onde estão, seu status e histórico completo são informações fundamentais para uma boa infraestrutura. Mas, em muitas empresas é um assunto tratado como uma bomba relógio, enquanto muitas das perguntas citadas no inicio desse texto permanecem sem resposta. Lembro ainda que é muito mais fácil gerenciar aquilo que se conhece.
Perfil Everton de Lima: Gerente Regional de Suporte da Automidia, empresa brasileira especializada no desenvolvimento de softwares para gerenciamento de serviços e controle de ativos. everton@automidia.com.br.
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Veículo: Corpbusiness |